Notícias Imobiliário, Notícias Informativas Mercado da habitação bate recordes em 2025: preços, vendas e rendas sobem O mercado da habitação voltou a acelerar em 2025 e fechou o ano com novos máximos em vários indicadores. As vendas de casas atingiram um valor recorde de 41,2 mil milhões de euros, foram transacionados 169.812 alojamentos, os preços da habitação continuaram a subir a um ritmo de dois dígitos e as rendas dos novos... 17 jul 2026 min de leitura Casas continuam a valorizar O preço mediano da habitação fixou-se em 2.076 euros por metro quadrado, mais 16,8% do que em 2024. A Grande Lisboa voltou a liderar como a sub-região mais cara do país, com um preço mediano de 3.439 euros por metro quadrado, seguindo-se o Algarve (3.139 €/m²), a Península de Setúbal (2.596 €/m²), a Madeira (2.500 €/m²) e a Área Metropolitana do Porto (2.305 €/m²). Entre os municípios, Lisboa manteve o preço mais elevado do país (4.875 €/m²), seguida de Cascais (4.550 €/m²), Oeiras (4.187 €/m²), Loulé (3.993 €/m²) e Lagos (3.801 €/m²). Ao todo, 56 dos 308 municípios portugueses registaram preços acima da mediana nacional, localizados maioritariamente nas sub-regiões Grande Lisboa (todos os nove municípios), Península de Setúbal (todos os nove municípios), Algarve (14 dos 16 municípios) e Área Metropolitana do Porto (nove dos 17 municípios). Arrendamento também ficou mais caro Também o mercado do arrendamento continuou a pressionar os orçamentos das famílias. A renda mediana dos 149.628 novos contratos celebrados em 2025 aumentou 9,7%, para 9,29 euros por metro quadrado, enquanto o número de novos contratos cresceu 5,4% face ao ano anterior. Mais uma vez, a Grande Lisboa apresentou os valores mais elevados (14,19 €/m²), seguida da Madeira (11,33 €/m²), Península de Setúbal (11,05 €/m²), Algarve (10,53 €/m²) e Área Metropolitana do Porto (10,17 €/m²). Nos municípios, Lisboa (16,88 €/m²), Cascais (16,20 €/m²) e Oeiras (15,03 €/m²) voltaram a liderar o ranking das rendas. Mais construção, mas ainda insuficiente Os dados mostram igualmente uma recuperação da atividade de construção. Em 2025 foram licenciados 26.227 edifícios, mais 1,4% do que no ano anterior, e 48.844 fogos, uma subida de 14,6%, o valor mais elevado desde 2011. Apesar disso, o número de edifícios concluídos diminuiu 3%, para 16.964, embora o número de fogos concluídos tenha aumentado 8,7%, totalizando 30.425. Nas construções novas destinadas à habitação familiar, os fogos concluídos cresceram 10,7%, para 27.301 unidades. Crédito acompanha dinamismo do mercado O aumento da atividade refletiu-se também no crédito à habitação. Ao longo de 2025 realizaram-se cerca de 146 mil avaliações bancárias, mais 4,3% do que no ano anterior e o valor mais elevado desde 2009. Ainda assim, o INE assinala que o crescimento das avaliações ficou abaixo da evolução do número de transações (4,3% contra 8,6%), sinalizando que a dinâmica das vendas foi ainda mais intensa do que a do crédito. Um mercado que continua sob pressão Os dados divulgados pelo INE confirmam que 2025 foi mais um ano de forte dinamismo no mercado residencial português. As vendas aumentaram, os preços continuaram a crescer muito acima da inflação, as rendas mantiveram uma trajetória de subida e a construção voltou a dar sinais de recuperação. Apesar do reforço da oferta, com mais licenças e mais fogos concluídos, os números sugerem que a resposta continua insuficiente para acompanhar a procura, sobretudo nas regiões metropolitanas e nos principais mercados turísticos, onde os preços permanecem muito acima da média nacional. Fonte: INE | CasaYes Notícias Imobiliário, Notícias Informativas Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado